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quarta-feira, 8 de junho de 2011

SESC AMAZÔNIA DAS ARTES CIRCUITO 2011 - ARTES VISUAIS

EXPOSIÇÃO "DENTRO DA MATA" - PINTURAS DE MIGUEL PENHA (MT)

Mata verde, óleo sobre tela 100 cm x 200 cm - 2011

Árvores, cachoeiras, rios, fauna e flora da Chapada dos Guimarães do cerrado brasileiro são os assuntos desenvolvidos pelo pintor Miguel Penha, nascido em Cuiabá Mato Grosso, que estará em Macapá para a realização da Exposição “Dentro da Mata” na Galeria de Artes do SESC Amapá, Antônio Munhoz Lopes.
            Miguel Penha chega á capital amapaense onde permanecerá no período de 7 a11 de junho, por intermédio do Projeto SESC Amazônia das Artes 2011. Durante os dias em ficará no estado, o artista realizará a montagem da exposição, participará de seu vernissage e ministrará uma oficina de pintura para o público local.
            O Projeto SESC Amazônia das Artes foi criado há três anos em atenção às necessidades específicas por um melhor desenvolvimento no campo artístico da região da Amazônia Legal. Assim, realiza anualmente um intercâmbio cultural nas linguagens: música, artes cênicas e artes visuais, entre os estados envolvidos nessa área geográfica.
O objetivo primordial do projeto é criar um diálogo permanente com a sociedade através da arte, cultura e cidadania.
             “Dentro da Mata” permanecerá na Galeria Antônio Munhoz de 10 a 30 de junho de 2011, disponível para a visitação pública nos horários de 8 às 12h e 14 às 18h. Em cada tela que compõe a exposição, o artista Miguel Penha instaura um clima absolutamente mágico, no qual o uso da luz e as gamas de verdes ganham destaque como recursos técnicos da pintura para ressaltar a criação de um mundo em que a natureza é a vedete.


INFORMAÇÕES:

Exposição “Dentro da Mata”
Local: Galeria Antônio Munhoz Lopes
Endereço: Rua Jovino Dinoá, 4311 – Beirol (Centro de Atividades do Araxá)
Período: de 10 a 30 de junho
Horário: de 8 às 12h e 14 às 18h (De segunda a sexta)
Vernissage: 10/06/11 às 19 h

Oficina “Pintura Dentro da Mata”
Ministrante: Miguel Penha (MT)
Local: Casa da Cultura
Endereço: Rua Jovino Dinoá, 4311 – Beirol (Centro de Atividades do Araxá)
Data: 9 de junho
Horário: de 9 às 12h
GRATUITA

CONTATOS:
Telefone: (96) 3241-4440 ramal 257


OBRAS DE MIGUEL PENHA (MT)

Caminho na mata, 150 cm x 150 cm - 2011

Jasmim azul, 90cm x 90 cm - 2010







quinta-feira, 26 de maio de 2011

EXPOSIÇÃO DO GRUPO JUÇARA NO CENTRO CULTURAL FRANCO-AMAPAENSE



O SESC Amapá, em parceria com o Centro Cultural Franco-Amapaense realiza a 2º mostra da Exposição Juçara, com trabalhos de Carla Marinho (AP), Cristiana Nogueira (RJ), Ghazia Brito (AP), Rosiane Olivia (AP), Jonata Lacerda (PA), Maria José (PB) e Ire Peixe (AP).
A exposição, que esteve na Galeria Antônio Munhoz Lopes do SESC/AP durante o mês de março, segue para o hall expositivo do Centro Cultural Franco-Amapaense dando continuidade ao seu objetivo primordial de divulgar a produção visual feminina do Estado. São fotografias, pinturas e desenhos que abordam temáticas variadas: identidade, violência contra a mulher, descoberta do corpo, tempo, abstração e natureza.
O grupo Juçara surgiu em 2006 por artistas mulheres preocupadas em fomentar a cultura no Estado. Uma das características de formação do grupo é permitir a livre participação de artistas em quaisquer modalidades das artes visuais, que através de suas expressividades diversificadas discutem questões estéticas, sociais, políticas e culturais.

Período: 27/05/11 a 30/08/11
Local: Centro de Cultura Franco Amapaense
Vernissage: 27/05/11 às 19h30min.
Maiores informações pelo telefone: (96) 3241- 4440/ R- 257 (Falar com Aline Pacheco – Técnica de Artes Visuais)



sábado, 14 de maio de 2011

Causas e efeitos de Gentis hesitações

Montar uma exposição, para mim, é sempre uma vertigem inaugural de hesitações.  A obra, o autor, a recepção, a melhor maneira de comunicar através da visualidade... tudo fica velozmente rodando dentro dessa cabeça inquieta . Quando tem tempo, fico dias a fio imaginando a melhor forma de expor os objetos artísticos. Inverto papéis: ora me imagino como uma criança visitando o espaço expositivo, ora me imagino como um preceptor adulto (que eu sou, claro), ora me coloco no lugar do artista (qual seria a melhor disposição para enfatizar as abordagens do meu trabalho?). Borbulhas conflitantes. Todas eclodem no mesmo obstáculo: as possibilidades concretas de realização.

Eu na montagem de "Uma Gentil Invenção"
Nesses momentos, o melhor mesmo é ter várias pessoas da área dividindo percepções, dialogando visualidades, sugerindo, ajudando. Não por isso ser complexo de ser feito individualmente, mas pelo comum fato de que a maior parte das problemáticas da vida são melhor resolvidas quando pensadas coletivamente! E foi isso que eu milagrosamente consegui fazer com Uma Gentil Invenção.
 Digo milagrosamente, porque para se discutir e pensar sobre algo precisamos antes conhecê-lo, só que eu não conhecia os trabalhos que comporiam a exposição, mas essa é uma história que invade outro contexto, pulemos uma parte, então!
 Menos de três semanas antes da data da vernissage de “Uma Gentil Invenção” na Galeria Antônio Munhoz, eu recebi o material educativo que sempre acompanha as exposições do Projeto ArteSESC, no qual “Uma Gentil Invenção” está incluída. Meu primeiro contato com  imagem dos trabalhos e minha reação inicial já acompanhou um raciocínio conclusivo: eu precisava de ajuda!
 Ao ver, através dos catálogos,  quais seriam os trabalhos da exposição e a consistência de suas abordagens eu fiquei bastante preocupada. Primeiro, porque eram 19 trabalhos de 19 artistas de potencial relevância na história da Arte Contemporânea Nacional e que continham uma carga muito grande de discussões não organizadas na camada formal das obras, o que requer um trabalho de mediação mais apurado. Segundo, porque a exposição ocorreria em meio a um grande Projeto Cultural do SESC Amapá (VI Aldeia de Artes SESC Povos da Floresta) exigidor de uma atenção total da equipe de cultura, inclusive dos meus cinco braços direitos: os estagiários. Terceiro, porque o que eu gostaria de fazer desde o início como compartilhamento de experiência, era - agora - uma questão de necessidade: dividir a ação de montagem e de mediação da exposição com os acadêmicos do curso de Artes Visuais da UNIFAP.

Tudo bem, então, já conseguimos um recurso facilitador, certo?
Errado.

Tanto para montar uma exposição como para mediá-la é preciso ter um entendimento possível até de ser pré-formado com a visualização de imagens dos trabalhos que a constituirão, mas que será efetivado apenas por meio do contato real com as obras. Assim, como eu poderia levantar hipóteses funcionais acerca das problemáticas que envolveriam o processo de montagem e mediação de “Uma Gentil Invenção” se eu sequer tinha tido algum contato com as obras?
E como eu poderia, dessa forma, capacitar um grupo de acadêmicos de Artes Visuais da UNIFAP que não conhecem a prática de montagem e mediação predeterminantes na ação educativa de qualquer espaço cultural com enfoque na visualidade sem o devido direcionamento à exposição?
A resposta, bem eu não encontrei. Mas perguntas eu já tinha demais, precisava mesmo era de respostas e sabe o que acontece quando a gente não encontra respostas?
A gente inventa! Aposta em verdades incertas. 

Acredita!

E foi acreditando que eu me perguntei tudo o que tinha que me perguntar e tudo que eu esperava que me perguntassem sobre a exposição, sobre arte contemporânea, sobre a prática dos processos de mediação, sobre curadoria e montagem e fui buscar as repostas. Nesse processo um companheiro de trabalho e também amigo foi essencial: Patrick Araújo: técnico de cinema do SESC/AP formado em Artes Visuais, pessoa de preciosa intelectualidade no assunto Artes. Por um dia inteiro eu fiz as mais absurdas perguntas ao Patrick e ele também me fez as suas, aprendemos buscando as respostas e discutindo as opiniões divergentes, rimos e nos divertimos cogitando possíveis perguntas que nos fariam e para qual deveríamos ter respostas. Um processo lúdico de aprendizado para o ensino!

Patrick e eu formamos através de sorteio com duas turmas da UNIFAP, um grupo de 10 mediadores dentre os quais sairiam os quatro assistentes de montagem da exposição “Uma Gentil Invenção”, durante três dias nos reunimos com o grupo, compartilhando conteúdos, experiências, debatendo e realizando ações que seriam primordiais no processo de mediação. Para meu alívio, no primeiro dia de encontro com o grupo as obras chegaram e eu pude conhecer de fato os trabalhos da exposição.
Para a montagem foram mais três dias. Nesse pouquíssimo tempo, eu e o grupo de montagem da UNIFAP fizemos o reconhecimento e limpeza do acervo, decidimos a disposição das obras discutindo e considerando os diálogos que elas comunicavam isoladamente e compartilhavam entre si, sem deixar de considerar as possibilidades técnicas de organização dos trabalhos dentro do espaço expositivo.

Depois que todas as etapas sucederam-se satisfatoriamente, respirei enfim, realizada.
Quando a gente se esforça, os objetivos vigoram e se concretizam, eu quase sempre consigo me certificar disso. Mas é claro, com a ajuda de muitas pessoas.


Parte da equipe envolvida na organização  da Exposição "Uma Gentil Invenção"

Parte da Equipe de Cultura do SESC/AP

“Uma Gentil Invenção” foi um aprendizado gigantesco em tempo recorde!
O resultado de tudo vocês constatarão através das imagens postadas no blog.

Já dizia o velho ditado: uma imagem vale mais do que mil palavras. E muitas imagens valem quanto, então?

Façam as contas!


ENCONTRO  DE CAPACIATAÇÃO PARA A MEDIAÇÃO
 
Patrick Araujo (Técnico de Cinema do SESC/AP) e os acadêmicos de Artes Visuais da UNIFAP


Aline Pacheco (Técnica de Artes Visuais do SESC/AP) com os cadêmcios do curso de Artes Visuais da UNIFAP
Exercício de construção dos roteiros de mediação


PROCESSO DE MONTAGEM DA EXPOSIÇÃO

Elenilda e Jorge (acadêmicos de Artes Visuais da UNIFAP) na montagem de "Uma Gentil Invenção"
Noemi, Elenilda e Jorge  na montagem de "Uma Gentil Invenção"
Aline Pacheco (Técnica de Artes Visuais do SESC/AP) e os acadêmicos na montagem da exposição
Momento de orientação, estudo e reflexão sobre as possibilidades de disposição das obras no espaço da Galeria Antônio Munhoz SESC/AP
Definição da ordem de montagem da exposição "Uma Gentil Invenção" na Galeria Antônio Munhoz Lopes SESC/AP

VERNISSAGE DE "UMA GENTIL INVENÇÃO"

Jorge Cardoso, acadêmico de Artes Visuais da UNIFAP discorrendo sobre a experiência com o  Encontro de Capacitação para Mediadores e com a Montagem de  "Uma Gentil Invenção"

Parte do público presente na vernissage
Público no primeiro contato com as obras - Galeria Antônio Munhoz Lopes SESC/AP

Idem

Detalhe da obra "Fumacê" de Alexandre Vogler - uma das mais provocativas

Visitantes
Idem

Detalhe da obra "Costumes" de Laura Lima
Visitante olhando a fotografia de Renata Lucas


"EXPOSIÇÃO UMA GENTIL INVENÇÃO" 
Ficha Técnica

- Organização da Exposição: 
                        Aline Pacheco - Técnica de Artes Visuais do SESC/AP
- Organização do Encontro de Capacitação para Mediadores:  
                        Aline Pacheco (Técnica de Artes Visuais do SESC/AP)
                        Patrick Araujo (Técnico de Cinema do SESC/AP)
- Montagem: 
                       Aline Pacheco (Técnica de Artes Visuais do SESC/AP)
                       Patrick Araujo (Técnico de Cinema do SESC/AP)
                       José Ailson  (Instrutor de Artes Visuais do SESC/AP)
                      Augusto Pessoa (Estagiário do setor de Cultura do SESC/AP)
                       Joselene Nogueira (Estagiária do setor de Cultura do SESC/AP)
                       Josiane Pantoja ( Estagiária do setor de Cultura do SESC/AP)
                       Jonatas Lacerda (Estagiária do setor de Cultura do SESC/AP)
                       Francimara Queiroz (Estagiária do setor de Cultura do SESC/AP)
                       Lorenna Braga (Estagiária do setor de Cultura do SESC/AP)
                       Eleneilda Moraes (Acadêmica de Artes Visuais da UNIFAP)
                       Jorge Cardoso (Acadêmico de Artes Visuais da UNIFAP)
                      Quesia Lacerda (Acadêmica de Artes Visuais da UNIFAP)
                      Noemi Barbosa (Acadêmica de Artes Visuais da UNIFAP)
- Iluminação:  
                       Marcelo Santos (Auxiliar Técnico de Iluminação e Som do SESC/AP)
                      Aline Pacheco Souza (Técnica de Artes Visuais do SESC/AP)

- Equipe de Mediação: 
                       Joselene Nogueira (Estagiária do setor de Cultura do SESC/AP)
                       Josiane Pantoja ( Estagiária do setor de Cultura do SESC/AP)
                       Jonatas Lacerda (Estagiária do setor de Cultura do SESC/AP)
                       Francimara Queiroz (Estagiária do setor de Cultura do SESC/AP)
                       Lorenna Braga (Estagiária do setor de Cultura do SESC/AP)
                       Eleneilda Moraes (Acadêmica de Artes Visuais da UNIFAP)
                       Jorge Cardoso (Acadêmico de Artes Visuais da UNIFAP)
                      Quesia Lacerda (Acadêmica de Artes Visuais da UNIFAP)
                      Noemi Barbosa (Acadêmica de Artes Visuais da UNIFAP)
                      Josefa dos Santos (Acadêmica de Artes Visuais da UNIFAP)
                      Cleidielma Pacheco (Acadêmica de Artes Visuais da UNIFAP)
                      Welliton Ricardo (Acadêmico de Artes Visuais da UNIFAP)
                      Rosiane Olivia (Acadêmica de Artes Visuais da UNIFAP)
                      Rosana Olivia (Profesora do Centro de Educação Profissional em Artes Visuais Candido Portinari)
 
                      
OBS: Ao final da exposição compartilho com vocês a experiência do grupo de mediação com o público visitante de “Uma Gentil Invenção”. Aguardem.







terça-feira, 10 de maio de 2011

Um Gentil Encontro com a Arte Contemporânea na Galeria Antônio Munhoz Lopes



A idéia de arte, ainda nesse século, está fortemente vinculada aos padrões estéticos clássicos, o que dificulta a percepção das problemáticas abordadas pela arte contemporânea em sua ampla relação com a vida cotidiana.
É nesse contexto que se insere a ação primordial do Projeto ArteSESC do Departamento Nacional: proporcionar acesso à produções de Artes Visuais com grande valor histórico, em virtude de uma compreensão perceptual mais acurada da realidade
A exposição Uma Gentil Invenção que estará na Galeria Antônio Munhoz Lopes do SESC/AP no período de 05/05/11 a 29/05/11 é um dos principais acervos de arte contemporânea do ArteSESC reunindo trabalhos de 19 artistas da Galeria A Gentil Carioca localizada no Centro histórico do Rio de Janeiro. São fotos objetos, vídeos, esculturas, serigrafias, costumes, desenhos e fotografias somados a estímulos sensoriais, vivências, histórias coletivas e particulares: um grande laboratório de percepções com peças de Alexandre Vogler, Carlos Contente, Ducha, Ernesto Neto, Fabiano Gonper, Guga Ferraz, Jarbas Lopes, João Modé, Laura Lima, Márcio Botner e Pedro Agilson, Maria Nepomuceno, Marinho Marssares, Paulo Nenflídio, Pedro Varela, Renata Lucas, Ricardo Basbaum, Simone Michelin e Thiago Rocha Pita.
A curadoria de Uma Gentil Invenção foi realizada por Márcio Botner Guilherme Vergara. Segundo Botner a exposição “não é um escritório é um conceito”. A proposta de Uma Gentil Invenção é criar um laboratório de múltiplas percepções - ao se referir as obras como invenções, elas passam a ser abordadas como máquinas, caixas, roupas inusitadas para se vestir, até desenhos de diagramas conceituais.

Uma Gentil invenção contará com serviço de mediação prestado por acadêmicos do curso de Artes Visuais da Universidade Federal do Amapá, que durante uma semana se reuniram nas dependências do SESC Araxá para um encontro de capacitação sobre os processos de mediação e ações educativas nos espaços culturais. Desse grupo de mediadores quatro foram sorteados para participar do processo de montagem da exposição.
Os professores que fizerem agendamento de turmas com o intuito de vivenciar “Uma Gentil invenção” ganharão o material educativo da exposição (catálogo, caderno de mediação e folder).
Você que é educador  não perca essa oportunidade!

 
Alunos da Ecsola Municipal Jose Duarte de Azevedo


















Idem
                                                                        
Idem
                                                                      
                                                                       


Informações:

Período de Exposição: 05/05/11 a 29/05/11
Local: Galeria Antônio Munhoz Lopes
Horário: De segunda a sexta -feira de 08h às 12h e 14h às 18h
Obs: às sextas feiras a exposição também funcionará das 18h às 21h
Vernissage: 05/05/11 às 20 h

Palestra de abertura
“Um Gentil Encontro com a Arte Contemporânea”
Ministrantes: Professora Ms. Cristiana Nogueira e Professora Ms. Fátima Garcia
Local: Auditório da Escola SESC
Horário: 18h às 20h

Contatos: (96) 3241-444 – r/257 ou 081226410 (Falar com Aline Pacheco – Técnica de Artes Visuais)
                  e-mail: sescapartesvisuais@gmail.com



sábado, 7 de maio de 2011

PRESENÇA

São 3h.
Eu aqui, acordada ainda.
Antecipadamente assustada com a sensação que me despertará daqui a algumas horas: a presença do teu corpo sobre o meu. Não uma presença estável e permanente, mas uma presença de algo que marcou passagem deixando fortes resquícios.
Os pequenos raios internos do meu inconsciente forçam as pálpebras intactas, um pestanejo rápido e lá está o primeiro esboço, agora consciente, que se projeta na imaginação de uma realidade desejável: Você.

És tu, a primeira figura perceptual que incide sobre minhas retinas amanhecidas. 


domingo, 17 de abril de 2011

II Semana de Desenho do CEPAV Cândido Portinari

Já dizia Piaget e outros teóricos, que as formas de um desenho preenchem-se mais com o que sabemos do que com o que observamos de algo. Fato!
O desenho é mais que uma linguagem semiótica, é um poderoso ato comunicacional que ajuda na construção de conceitos e na organização de compreensões críticas. Vai muito além de um mero ato técnico, criativo e manual. Em cada breve instante do levantar de um "lápis" sobre uma superfície, existe uma hesitação chamada pensar - antes, durante e após o processo. Nessa fresta quase imperceptível é que se estreita toda força do ato de desenhar.


Desenho dos inscritos na categoria de 9 a 13 anos (concurso de desenho do CEPAV - CP)


No dia 15 de abril, justamente, comemora-se o dia mundial do desenhista. Para celebrar essa data, o Centro de Educação Profissional em Artes Visuais Candido Portinari organizou a II Semana do Desenho, oferecendo aos alunos uma rica programação com palestras, oficinas, exibição de vídeos de animação (parceria SESC-AP), exposição artística e concurso de desenho. Toda a programação foi movida pelo esforço coletivo dos alunos, professores, auxiliares e da direção do Centro. Como resultado de muito empenho, a semana ocorreu com sucesso, enfatizando os valores dessa  tão arcaica quanto atual linguagem artística, bem como, homenageando o profissional do desenho.

Desenho do vencedor do concurso de desenho - categoria "a partir de 14 anos"

O concurso realizado pelo CEPAV Candido Portinari durante a Semana de Desenho é a ação mais importante do evento, pois estimula a produção, revela talentos e proporciona um panorama sobre o nível de desenvolvimento de cada aluno. Esse ano, mais uma vez, eu tive a honra de receber o convite para participar da Comissão de seleção do concurso e fiquei muito feliz com a quantidade de participantes, mais ainda, com a qualidade do que foi apresentando. A galera deixou a comissão bastante indecisa.


Conseqüência?


Haja argumentação!

Comissão de Seleção analisando os desenhos

Idem

VENCEDORES DO CONCURSO DE DESENHO

Tema: “Amazônia e Degradação”

- Categoria: de 09 a 13 anos

1º Lugar:  João Lucas Colares
2º Lugar:  Isabela da Silva Duarte
3º Lugar:  Rodrigo Borges da Gama

- Categoria: a partir de 14 anos
1º Lugar:  Melkezedeque dos Santos
2º Lugar:  Guilherme Matheus de Araujo Assunção
3º Lugar:  Sirlley Querioz Pereira


Desenho dos alunos inscritos no concurso de desenho (categoria: a partir de 14 anos)
Parabéns ao CEPAV Cândido Portinari, parabéns ao SESC-AP pelo apoio ao evento e principalmente, parabéns aos desenhistas.



domingo, 10 de abril de 2011

"RUMOS" PARA AS ARTES VISUAIS DE MACAPÁ

Nos dias 07,08 e 09 de abril deste ano, o Programa Rumos Itaú Cultural trouxe à Macapá, Vânia Leal – Curadora de Mapeamento da Região Norte, para um Encontro com os artistas locais no SESC-AP. Essa é a notícia, esse é o fato que seria apenas mais um em meio a tantos outros na cidade...

O Encontro ficou sendo comentado de forma um tanto enigmática, antes de seu acontecimento. Afinal, o que Vânia Leal tinha deixado claro em nossos contatos por e-mail e telefone é que o Encontro seria para conversar com os artistas e dar orientações sobre o Edital Rumos Artes Visuais 2011-2013.  Mas em que consistiriam essas conversas?

Ainda com esse mistério de possibilidades pairando, artistas foram contatados e se fizeram presentes no primeiro dia do encontro. Uns foram só pelo convite, alguns foram para saber ao certo do que se tratava, outros foram na esperança de poder entender um pouco mais sobre o universo das artes visuais e tantos outros para obter informações sobre o edital. Independente do estimulo acionador, foram.

O que poucos de nós esperávamos é que esse encontro fosse tão marcante!

Como primeiro fator notório, podemos destacar artistas emergentes ao lado de artistas veteranos do Estado, cada um narrando, por vez, um pouco de sua trajetória artística. Contemporâneo e acadêmico falaram e foram ouvidos. Um bom começo para um encontro. Isso sem mencionar o panorama nacional de produção contemporânea que foi apresentado por Vânia Leal.



No segundo dia de encontro, cada artista apareceu munido de seus trabalhos, seja em punho ou em registros tecnológicos. Assim, um a um foi apresentando sua linha de produção artística, explicando as abordagens e possíveis problemáticas envolvidas. O diferencial em toda essa situação converge para a fala de orientação que a Curadora, Vânia Leal, de forma atenciosa e individual deu aos artistas, sempre destacando as peculiaridades deles e sugerindo novos caminhos para seguirem sem o abandono de suas técnicas. Ação primordial, sem dúvida!

A cada novo dia outros artistas vinham agregar-se ao encontro e no último, contamos com a presença dos representantes das Artes Visuais do Conselho Estadual de Cultura. Fechamento perfeito! Uma vez que, conseguimos reunir em só momento  artistas com diferentes linguagens de trabalho, membros do Conselho de Cultura do Estado, arte-educadores, a Associação de Produtores e Artistas Visuais do Estado (AMAPLAST), além das instituições Culturais SESC-AP e Itaú Cultural.
Na reta de finalização, foi feita uma retrospectiva das situações e momentos por que passaram as Artes Visuais nos últimos anos em Macapá, apontando dificuldades, necessidades e possiblidades de avanços.  Como sugestões de destaque, ressaltamos a quebra de “paredes” institucionais e a união dos fazedores de Artes Visuais do Estado.



Parabéns a todos os artistas que participaram do Encontro, ao Conselho e à AMAPLAST por terem marcado presença, ao Rumos pela ação de aprimoramento, à Curadora de Mapeamento Vânia Leal pela desenvoltura e aconselhamentos, e ao SESC-AP por apoiar essa ação de grande relevância para o desenvolvimento das Artes Visuais no Estado do Amapá.

Nossas estimas ficam somente para a ausência dos acadêmicos do curso de Artes Visuais da UNIFAP, que mais do que lembrados, foram aguardados!